Laís Bodanzky, diretora de "Bicho de Sete Cabeças" e "Chega de Saudade", dessa vez aborda um tema adolescente. Mano, um estudante de 15 anos morador da cidade de São Paulo, é o protagonista. O filme gira em torno de acontecimentos que ameaçam sua reputação e a de Carol, sua melhor amiga. Nas cenas iniciais, Mano descobre que os pais vão se separar e, mais tarde, ao jantar com seu pai e seu irmão (o péssimo Fiuk), descobre que o pai está namorando um homem. A partir dali, tenta ao máximo esconder isso de todos, enquanto se questiona sobre o fato. Ao mesmo tempo, Carol se sente atraída por um professor (Caio Blat) e o beija.
A partir do momento em que toda a escola descobre os dois acontecimentos, Mano e Carol, por não guardarem segredos, acusam um ao outro de ter espalhado as histórias.
É impossível não relacionar o filme com a série Malhação. A produção é melhor, assim como as atuações. Mas o enredo se assemelha a algo que esperaríamos ver na série. A escolha de elenco foi muito ruim, com Fiuk como um depressivo ator amador (grande ironia), Paulo Vilhena como um caricato professor de violão e Caio Blat muito mal explorado. Destaco Francisco Miguez (Mano) e a excelente Denise Fraga, como filho e mãe que, entre outras cenas, mostram muita sintonia em uma em que atiram ovos contra uma parede após uma crise emocional.
Apesar da minha decepção, salvam alguns recursos de edição, como a cena em que Carol pressiona um colega para que ele dissesse um nome. Boa direção na cena em que Mano sai do colegio sob olhares e apanha em frente a escola. Fora isso, em geral, nao me agradou. Me senti vendo uma versão paulista de Malhação para o cinema.
Nota: 5.

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